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19.02.2013

Mercado imobiliário em 2013

Artigo escrito por Flávio Amary

Considerando o tempo que demanda para se licenciar, aprovar e executar um empreendimento imobiliário, o mais importante papel do empreendedor é de antecipar tendências e necessidades de forma a atender o consumidor no momento adequado. Uma das ferramentas nesta antecipação é a análise dos dados econômicos e demográficos.

Uma pequena análise de três dados da conjuntura macroeconômica brasileira:

- nível de desemprego menor que 5%, um dos melhores índices do mundo. 

- Aumento da renda da população, principalmente da classe média, que hoje passou de 100 milhões de pessoas. 

- A inflação, medida pelo IPC-A dos últimos 12 meses de 5,53%, e a Selic em 7,25%. A taxa de juros real da nossa economia está em menos de 2%, nível bastante positivo para o consumo e investimento.

Também é importante avaliar um dado da microeconomia, a oferta e demanda no mercado imobiliário: com o ainda elevado déficit habitacional, a demanda, principalmente por imóveis de dois dormitórios e na faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil, não foi atendida na totalidade. Somente no ano de 2012 foram produzidos pouco menos de cinco mil unidades residenciais em condomínios horizontais e verticais. 

Quando pensamos em dados demográficos, importante termos o crescimento populacional, tanto o proveniente da diferença entre o nascimento e a morte, quanto pelo movimento migratório, que hoje em Sorocaba é de aproximadamente 10 mil pessoas por ano. Foram 4.815 casamentos e 2.400 separações e divórcios, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São informações muito valiosas na construção do cenário imobiliário do presente e do futuro.

Com essa coleta de números relevantes para o setor somamos ainda a vontade política do poder público, em todas as esferas de governo, em incentivar e desburocratizar a produção imobiliária através da elaboração de melhores leis, incentivos fiscais e subsídios, principalmente para os mais carentes.

Um outro fator que tem alavancado financeiramente o mercado imobiliário e que tem crescido bastante nos últimos anos são os investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), principalmente porque são aplicações isentas de imposto de renda, quando feitas por pessoas físicas, e com a baixa taxa de juros passaram a ter uma rentabilidade bastante atraente.

Desde o inicio da década passada, nossa região tem vivenciado um avanço nos investimentos em indústria e comércio, fazendo com que o nosso Produto Interno Bruto (PIB) quadruplicasse nos últimos quinze anos abrindo espaços para os empreendimentos comerciais.

Um número significativo de shopping centers novos, já inaugurados e outros em construção, prédios de salas comerciais sendo construídos em várias regiões da cidade, além de galpões industriais para abrigar novas empresas que estão se instalando.

Acreditamos que existe demanda ainda para o investimento no setor hoteleiro e de eventos. Pois com a conurbação das cidades, principalmente na região que estamos, e a proximidade com a capital, temos uma oportunidade de atender melhor o turismo de negócios. Podemos concluir que as expectativas para o mercado imobiliário em nossa cidade e região são bastante positivas, sendo portanto uma boa oportunidade tanto de investimento quanto a de realizar o maior sonho do brasileiro que é a aquisição da casa própria.

* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação (Secovi-SP)

Fonte: CBIC
Data Publicação: 18.02.2013