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18.06.2019

Reforma da Previdência, uma medida urgente e necessária

Marco Antonio Corsini, vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção para a Região Sul e vice-presidente do SINDUSCON Joinville

 

O Brasil está “envelhecendo”. A expectativa de vida passou de 69,8 anos em 2000 para 75,5 anos em 2015. Segundo o IBGE, em 2050 seremos 66,5 milhões de idosos (29% da população). Se o ritmo se mantiver, já em 2026 as despesas previdenciárias vão corresponder a 82% dos gastos do governo, estima o Ministério do Planejamento.

 

A conta não fecha. Em 2015, para cada grupo de cem pessoas em idade ativa para trabalhar, havia 11,5 idosos. Em 2060, essa proporção vai aumentar para 44,4%. Isso significa que teremos mais beneficiários e menos contribuintes para a Previdência.

Diante deste cenário fica fácil entender a importância da Reforma. O déficit previdenciário – que chegou a R$ 290,2 bilhões em 2018, considerando-se os setores privado e público – só tende a aumentar, colocando em risco o sistema atual. Não temos tempo a perder.

Em todos os países onde a mudança no sistema de aposentadorias foi necessária, houve polêmica. O fato é que, no Brasil, não há mais como evitar que medidas urgentes sejam tomadas. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção – que representa 85 entidades em todo o país, incluindo o SINDUSCON Joinville – entende que a Reforma da Previdência é fundamental, sob o risco de comprometer o desenvolvimento do país se não for implementada rapidamente.

A economia estimada na primeira década após a aprovação da Reforma da Previdência chega perto de R$ 1 trilhão, valor que poderá ser destinado a áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. Nossa expectativa é que o Congresso seja ágil e eficiente na condução do assunto, para que o país avance e possa discutir outras reformas também essenciais, como a Tributária.

Com a mudança no sistema previdenciário e o fim de privilégios, o Brasil vai reequilibrar as contas públicas e reconquistar a confiança do mercado externo. Além de atrair novos investidores, criará condições para a retomada do crescimento econômico, aumento da produtividade do setor industrial e geração de emprego e renda. É isso o que o Brasil precisa.